Eu sou (ou fui até esse ano) um dos muitos admiradores de panetone que habitam esse planeta, mas admirador mesmo, daqueles que se pudessem comeria panetone durante o ano inteiro (Eu e o Arruda - risos), na verdade eu posso comer o ano inteiro, o problema é que não vendem, e nem doam...
Por ser admirador, e pelo sucesso que o panetone está fazendo na mídia e principalmente em Brasília, resolvi hoje falar um pouco de sua história, na verdade, quero narrar rapidamente a linha do tempo, pensei até num título: Panetone - De Toni até Arruda! Mas depois desisti, a história de Toni é bela demais pra ser comparada a de Arruda...
É verdade, porque Toni o criador e Arruda o “doador”, são os extremos opostos na linha e também na história do panetone.
Conta a história do panetone, que um jovem morador da cidade de Milão (lá na Itália) no século XV, apaixona-se pela filha de um padeiro, e buscando inúmeras formas e maneira de surpreender o pai da moça, que não aceitava o namoro, até porque imagine aí, naquela época, namorar devia de ser “foda”, por inúmeros motivos, pelo autoritarismo exercido pelos pais perante os filho, pelos pais quererem casar suas filhas com nobres, e por um milhão de outros motivos, até mesmo pela quantidade de roupas que se usavam, pense aí, devia de ser difícil pra zorraaa dar uma passadinha de mão com aquela rouparia toda...
Nesse quesito de pais protegendo as filhas, hoje em dia não é muito diferente, a diferença é que os pais tentam e poucos conseguem exercer o regime autoritário, e a quantidade de roupas hoje em dia é muito menor, graças a Deus...
Voltando aquela época...
O tal carinha muito esperto (isso não mudou nada, maladragem desde o século passado, Brasília que o diga) se disfarça de ajudante de padeiro (disfarce também é coisa de Brasília), pra poder ficar mais próximo da menina, sem criar desconfiança, e começa a trabalhar com o pai da moça...
- Porra ter filha deve ser foda, porque a galera inventa arte, a mais de 400 anos...
E voltamos para a história...
O tal carinha, que ninguém sabe o nome, cria um pão doce, mas não um pão doce qualquer, um mega pão doce, que se tornou destaque na padaria pelo seu tamanho incomum para a época e por apresentar, no seu ápice, a figura moldada de uma cúpula de igreja.
- Óhhhh, que lindo...
O jovem criador de nome desconhecido desta deliciosa receita, atribuiu a autoria da receita a Toni, o pai da moça. O movimento da padaria cresceu significativamente e os clientes pediam pelo "pão de Toni" (panetone).
- Se fosse hoje em dia seria “pão do Arruda”, o “panerruda”
Esse negócio de Panetone com certeza não demorou muito pra chegar aqui pelas bandas “tupiniquins”, com certeza “seu Manel da padaria” lá de Lisboa, quando abriu sua filial aqui trouxe logo esse tal pão, e aí, “aí ó pá” (quase um “ó, paí ó”), deu no que deu né....
Nesse ano, já no mês de outubro as vendas de panetone começaram esquentar. As empresas investiram alto em novidades para atrair os clientes menos tradicionais, ou o público infantil, que não são muito adeptos ao panetone comum.
Investiram tanto que o governador do Distrito Federal, ficou maravilhado e resolveu captar recursos para poder efetuar uma doação, mas não foi um recursinho não, até porque ele não queria fazer uma doaçãozinha, logo depois do escândalo o nosso “querido” Arruda, abriu uma licitação para a compra de 120 (cento e vinte) mil panetones...
A invenção do jovem italiano se adaptou aos gostos brasileiros e virou febre no nosso natal, e dor de cabeça em Brasília...
E por falar em Brasília...
Os jornais da “capitá”, relatam que numa reunião entre membros da executiva nacional do partido do governador, num clima pesadíssimo (lê-se: com xingamentos e quase pancadaria), alguns membros (só alguns viu gente) cobraram a saída de Arruda do partido, e ele retrucou, num clima pesadíssimo (lê-se: com xingamentos, cusparadas e quase pancadaria), em tom de ameaça, que radicalizaria se fosse cobrado, ou seja, lendo nas entrelinhas:
- Se vocês me tirarem dessa “zorra” eu vou “cágúetar” geral viu... Vou jogar a merda no ventilador, ou melhor, o panetone no ventilador...
Insinuado que os “panetones” teriam sido usados para alimentar candidaturas do partido em outros estados.
Oxiiii... Pensei que fosse pra alimentar os pobres... (risos)
Enfim, só sei que o “bonito” continuou lá, “lindo” e “maravilhoso”. E Brasília entrou em recesso, todos foram para suas casas felizes e sorridentes comeram seus panetones (doados ou comprados), e voltaram mais felizes ainda...
Hoje no Jornal Nacional, agora a pouco na TV, tava ele lá, rindo e fazendo piada, dizendo que tinha sido ele o ganhador da Mega Sena, vê se pode, é muita cara de pau, ou melhor cara de "Panetone"...
Ah, e em 2010...
2010 é vida nova, o povo já esqueceu, é muita dívida pra pagar, quem vai lembrar dessaa “zorra” de panetone mênnn, isso é só no natal...
E o pior, é que é Panetone porque é natal, podem se preparar pra “CPI do ovo de páscoa”, “CPI do doces de Cosme Damião”, e por aí vai...
E esse povo que vivia dizendo que em Brasilia tudo acabava em pizza, agora não pode mais reclamar, em 2009 tudo acabou foi em PANETONE...
Felipe Vieira
1 Deixe um comentário, clique aqui!:
Boa matéria, Brasília realmente parece uma fábula, anões, papai noel com a mei acheia de dinheiro, cantor de forró, panetone... Enfim, Brasília é hilariante!!!
Ética Já!
Postar um comentário